Chamado para a sensatez

Depois de uma longa ausência, volto a esse espaço com alegria. Um espaço virtual que deixei de lado por uma série de questões, mas que insistiu em subsistir por alguma razão que desconheço. Senti a necessidade de retornar a esse ambiente hostil (acho que posso adjetivar desta forma diante dos últimos comentários rsrsrsrs) para corrigir alguns equívocos e expor minha visão de mundo e minha leitura atual para questões polêmicas, como usos e costumes, tema da última postagem publicada.

 Em primeiro lugar, preciso deixar claro que não escreveria mais sobre esse tema, principalmente da forma como escrevi. Não que na verdade discorde do seu conteúdo, mas considero hoje a necessidade de expor questões mais úteis para o propósito do meu chamado em Cristo. Acho que discutir usos e costumes não representa o ponto mais importante da minha jornada como escritor cristão. Fez parte de um aprendizado momentâneo de contar o dia a dia cristão neste mundo cheio de velocidade e de virtualidade. Foi meio que um impulso a partir de uma demanda espontânea jornalística para repartir visões e interpretações do que outrora denominei "mundinho gospel". Considero a empreitada como correr num terreno pantanoso sem a devida necessidade.

 Mais importante do que uma estéril discussão sobre o que pode e o que não se pode fazer é refletir sobre os aspectos da graça e da misericórdia de Deus que se renovam a cada bom dia. Da mesma forma, melhor do que apontar heresias dos chamados "heróis gospel" é usar a sua vida em favor dos irmãos num ministério em que o relacionamento interpessoal permita testemunhar a alegria de ser nova criatura em Cristo, evangelizando os perdidos e encorajando os irmãos. Nada contra quem gasta seu vernáculo neste tipo de iniciativa. Mas é uma opção pessoal.

 Sobre a postagem anterior, preciso enfatizar alguns pontos de vista de acordo com o que entendo da Bíblia. Reconheço que todo cristão tem a liberdade de frequentar academia de ginástica, praia de veraneio e qualquer outro ambiente que considere seguro e conveniente. Se me perguntarem, direi que não me matriculo em uma academia. Não gosto do ambiente. Da vaidade dos que passam muito tempo admirando seus músculos no espelho. Mas isso é uma coisa minha. Não é uma regra de conduta para nenhum dos meus poucos leitores.

 Gosto de refletir no livro de Romanos 14 sobre este tipo de polêmica. "Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.Portanto, deixemos de julgar uns aos outros. Em vez disso, façamos o propósito de não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão". (Rm 14:12-13) "Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvida é condenado se comer, porque não come com fé; e tudo o que não provém da fé é pecado". (Rm 14:22-23)

 Em suma, deixemos de perder tempo com discussão sobre comida, bebida ou ginástica. Como cooperadores de Cristo, precisamos renovar o nosso visto como Embaixadores dEle para fazer aquilo que é o propósito do nosso chamado. Para finalizar, uma reflexão do Livro aos Efésios: "Por isso é que foi dito: "Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti". Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor. Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito", (Ef 5:14-18)
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Posted by Fred Novaes

Crente na academia?!? Fala sério, varão!!!

O culto ao corpo é atualmente uma das maiores marcas dessa sociedade mundana em que nós, cristãos, vivemos como alienígenas. Esse zelo desmedido pela sensualidade é dominante e se revela na moda, no lazer e no entretenimento que vemos, principalmente, neste país nosso tropical.

Muitos cristãos, porém, justificam as horas dedicadas numa academia como busca por saúde e qualidade de vida. Vai tergiversar com outro, meu amigo!! Quer buscar saúde e qualidade de vida? Muda a alimentação, melhora o tempo de sono, diminui os prazeres mundanos, caminha, corre, anda de bicicleta, faz exercício funcional em casa e, principalmente, administra melhor o teu tempo. E o fundamental: faça isso ao lado de sua companheira, esposa, namorada ou com algum outro cristão amigo, colega, etc, quando não contar com as alternativas anteriores.

Mas para quê frequentar uma academia? As academias hoje são verdadeiros pit-stops para encontros fortuitos e oferta de sexo casual. São templos dedicados à sensualidade onde os “devotos” dedicam-se a esculpir o corpo para estimular o desejo e a cobiça da carne. Nesse local, os frequentadores fiéis são adoradores da carne e dos prazeres que ela proporciona. Até a energia de sensualidade que paira nesse local é contaminante. Os olhos, como ímãs, são atraídos para partes seminuas de corpos trabalhados e esculpidos para o desejo alheio. Apesar do tom crítico, tento nessa minha explanação não ser legalista ou buscar impor regras e costumes.

Meu referencial é bíblico. Exemplifico com três textos explanando sobre a modéstia cristã que, naquele contexto histórico, era direcionada principalmente para as mulheres, mas hoje também deve ser absorvida pelos homens que gastam horas no espelho admirando seus contornos sensuais e investem tempo e energia na busca de um corpo perfeito.

Os textos de 1 Timóteo 2:9-10 e 1 Pedro 3: 3-4 falam que a mulher (e homem também) precisa ser modesta e não deve exagerar na aparência exterior, mas valorizar a beleza que vem de dentro, uma beleza que nunca se perde e agrada a Deus. Deixando de lado extravagâncias em favor do bom senso e simplicidade. No texto expresso Provérbios 11:22, o autor é um pouco mais severo. “Como jóia de ouro em focinho de porca, assim é a mulher formosa que se aparta da discrição”.   


Todos esses textos de certa forma criticam o culto ao corpo revelado no modo de se vestir e de expor certas partes do físico do homem e da mulher. Isso tem muito a ver com academia pelo fato de os frequentadores desses espaços esculpirem seus corpos para caber adequadamente no figurino determinado pela moda em vigor. Não acho que provém da modéstia cristã a exposição de corpos musculosos em camisetas apertadas e sem mangas, no caso dos homens, e roupas muito coladas e decotadas para as mulheres. Mas esse é o figurino típico dos malhadeiros nas academias. O sonho é caber bem naquele biquini ou naquela sunga, rsrsrs.


Não preciso nem dizer que as horas gastas nas academias tiram muito do tempo de relacionamento com Deus. Espero ter contribuído para o debate sobre esse tema que considero importante para casais cristãos que vivem neste mundo hedonista em que vivemos. Concluo afirmando aos amigos o alerta dado pelo apóstolo Paulo em Romanos. “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. (Romanos 12:2). 

PS: Escrevi uma nova postagem (leia aqui) complementando o pensamento exposto neste texto, corrigindo alguns excessos que achei necessário aparar. 
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Posted by Fred Novaes

Mansidão, domínio próprio e a arte de "engolir sapos"


Deixar de "engolir sapo" é a receita do mundo para emagrecer, ficar bonito e ganhar autoestima. Pelo menos foi a sugestão vista num programa televisivo que tenta ensinar os brasileiros a viver com bem-estar. Esse tal "engolir sapo" é metáfora para ser pacífico, compassivo, prudente e obediente. Deixar de engolir sapo, então, seria correspondente a responder a tudo "na lata", com reação proporcional à ação inicial. Dar vazão à ira, não guardar nada, mas reagir sempre. O programa até tentou respaldo de psicólogo para essa estratégia contra a compulsão alimentar. Mas não há argumento científico convincente para questões de comportamento àqueles que tem a Bíblia como manual de vida.

Pois vamos aos fatos. O cristão não deveria precisar de psicólogo para exercitar o domínio próprio. Esse é um dos frutos do Espírito de Gálatas 5:22-23. Para evitar a compulsão alimentar, basta entender que ele não pode se tornar escravo de nenhuma coisa criada, mesmo as que são lícitas. E muito menos sair gritando com todo mundo que pisa no seu pé. A verbalização de sentimentos extremos não encontra amparo bíblico. O cristão é manso porque entregou seus direitos a Deus, de quem espera a justiça em todas as coisas. "O insensato revela de imediato o seu aborrecimento, mas o homem prudente ignora o insulto". (Provérbios 12:16)

Da mesma forma, o cristão responde o mal com o bem, seguindo os passos do nosso Senhor. "A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira". (Provérbios 15:1). O homem refém de seus humores é visto como um tolo na Bíblia. "A sabedoria do homem lhe dá paciência; sua glória é ignorar as ofensas". (Provérbios 19:11) O cristão alcança isso alimentando-se da força espiritual que lhe permite suportar todas as coisas, com ânimo divino que lhe renova em todas as horas. "Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou". (Colossenses 3:13). O exemplo de Cristo é a maior força contra todas as injustiças deste mundo.

Os psicólogos de botequim também tendem a colocar na ansiedade a culpa para alguns tipos de desvios alimentares. A Bíblia também tem remédio para isso, sem que seja necessário liberar o "grito raivoso" como terapia libertadora. Ao cristão basta amar, obedecer a palavra, ter comunhão com Deus pela oração em todas as horas e ter uma fé viva. Se lhe falta sabedoria, peça a Deus que a todos dá liberalmente. "O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor". (1 Coríntios 13:4-5)


quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Posted by Fred Novaes

O travesti adorador

Essa onda inclusiva, herdeira direta do politicamente correto, precisa ser vista com muito zelo pelas igrejas cristãs. Tudo nas igrejas tem de obedecer a um propósito, regido pela vontade soberana de Deus, com ordem e decência, para edificação e evangelismo. As coisas não devem ser feitas simplesmente porque o mundo clama por isso e muito menos para agradar as pessoas carnais que ainda questionam o Evangelho.

Vi hoje o vídeo de um(a) travesti cantando em uma igreja. Dezenas de comentários de apoio. Fui ver o vídeo e logo o susto: o travesti estava com roupa coladíssima; havia uma arca da aliança "fake" em cima da mesa e, ao lado, uma armação de madeira, coberta com papel dourado, como se fosse um corredor onde se podia ver o que aparentemente seriam notas de dinheiro (simbólicas) coladas. Estranho e bizarro.

Mas enfim, o que mais me chamou a atenção foram os comentários das pessoas defendendo a "oportunidade" dada ao travesti. Esse tipo de argumento mostra, a meu ver, mais um desvio de foco das igrejas que investem em testemunhos, louvores e oferecem a palavra a pessoas despreparadas que logo se tornam obreiras e depois pastores, sem a menor base bíblica para a defesa do verdadeiro evangelho.

Falo isso não com espírito de segregação ou preconceito contra o rapaz que vive publicamente o seu conflito de gênero. O corpo de Cristo deve receber essas pessoas como elas estão. Oferecer a palavra, o amor, o apoio, a amizade e todas as boas obras que somos capacitados pelo Espírito Santo. Mas antes de querer cantar, elas precisam mostrar que estão dispostas a ouvir. Qualquer pessoa que chega na igreja e se oferece para um ministério, como o louvor, deveria ser convidado a servir em outros ministérios, como de limpeza e outros semelhantes para mostrar a real intenção de servir e não ser servido.  

A verdade é que muitos querem muito um espaço para falar, para cantar, pregar ou dar testemunho, mas não percebem o "ministério" de "ouvir e aprender como um verdadeiro cristão". Um servo que chega cedo no culto, é simpático e acolhedor com os outros irmão, zela pela limpeza e outras necessidades da igreja e dos demais servos do Senhor. Que não se levanta durante a pregação e cuida para que as crianças não atrapalhem o entendimento das demais pessoas que precisam ouvir a palavra. Que não se coloca como pedra de tropeço para ninguém e se dispõe a qualquer tipo de serviço que congregação necessitar, como vigilância dos carros, ajuda com as crianças e outros.

O convertido deve pleitear os holofotes da igreja somente depois de ser regenerado o suficiente para entender a sua vida cristã como um serviço ou ministério, sendo um simples servo de Cristo para fazer com dignidade tudo o que lhe for solicitado. Não aquilo que ele acha que tem dom para fazer. A igreja não é palco para a expressão de dons artísticos ou outros tipos de vaidades humanas. Tudo deve ser feito para a glória de Deus, a edificação e o evangelismo. A igreja do Senhor não é um circo e nem um palco.





segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Posted by Fred Novaes

A ira de Deus e o tesouro do teu coração


"Portanto, a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça", (Romanos 1:18)

Falar da ira de Deus é meio um antimarketing para a atração de leitores, principalmente nas redes sociais, nesse dias em que o mundo do politicamente correto tenta vender um evangelho universalista, de confissão positiva e de ênfase na permissividade e inclusão. Se não bastasse, prospera entre alguns que se dizem cristãos um "mi mi mi" em torno de um falso amor permissivo atribuído ao Senhor. "Deus é amor e me aceita como eu sou" é o slogan dessa turma. A ira de Deus, nesse contexto, é vista por muitos como mais um "instrumento religioso" da Idade Média para intimidação. Seria mais uma manipulação legalista para interferir em modos e costumes nos dias atuais.

Mas a ira de Deus exposta na Bíblia é uma verdade incontestável. Não existe meio termo para a palavra de Deus. Ou você acredita nela integralmente, mesmo naquilo que ainda não entende, ou a nega integralmente. Destaco a passagem de Romanos 1 que bem contextualiza a percepção e o entendimento dessa ira divina para a humanidade em nossos dias. Esse texto do apóstolo Paulo é muito atual e fala diretamente para grande parte dos brasileiros que vivem numa relação esquizofrênica com suas próprias crenças, professando uma crença em Jesus, mas comungando de muitas das ideias dos "novos" ateus, agnósticos e indecisos.

Essas pessoas de fato não sabem a quem estão servindo, mas definitivamente estão longe da verdade do evangelho da vida eterna, da redenção pela graça e da justificação pela fé. Como bem disse Jonathan Edwards "os homens não convertidos caminham por cima das profundezas do inferno, sobre uma superfície frágil onde existem várias áreas quebradiças, também invisíveis, as quais não conseguirão aguentar o seu peso".

O leitor menos afeito ao evangelho pode estranhar essa reflexão sobre a ira de Deus. Para o senso comum daqueles que mergulharam apenas nos rudimentos da fé cristã, a ira de Deus seria somente para ateus blasfemadores que vilipendiam sobre coisas santas, homicidas, pedófilos, feiticeiros e adeptos da magia negra. Mas o cálice da ira de Deus é para todos que vivem neste mundo, exceto aqueles que admitem sua omissão para com Deus e se colocam sob nova direção, debaixo do senhoria de Cristo, para alcançar o benefício da graça redentora e o espírito de regeneração. Porque o mundo está em guerra contra a Justiça de Deus e o texto de Romanos 1 explicita essa condição.

No versículo que abre essa postagem, o texto fala que a ira de Deus é revelada sobre toda "impiedade e injustiça" dos homens. Impiedade neste contexto bíblico se refere a um pecado contra o ser de Deus. É viver como se Deus não existisse, como faz o ateu, o agnóstico e todo aquele que encara Jesus como um personagem, uma lenda ou apenas um mestre espiritual que viveu numa determinada época. Injustiça é a negação da justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé. Impiedoso e injusto são os homens que se envergonham do evangelho e negam seu poder para a salvação de todo aquele que crê.

A ira de Deus está reservada para eles. Os que suprimem a verdade (o evangelho) pela injustiça (uma vida sem Deus ou longe de Deus). O texto de Romanos também bem explica que Deus revelou à humanidade o que dele se pode conhecer. Não há como o homem dizer que não conhece a Deus ou algo que justifique sua omissão em relação ao criador que é digno de toda adoração. "Porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos". (Romanos 1:21-22)

São essas pessoas que andam hoje por aí vivendo uma vida absolutamente mundana, zombando daqueles que oferecem suas vidas como sacrifício vivo a Jesus. São pessoas até com a aparência de piedade, mas negando a sua eficácia. "Deles te afasta", exortou Paulo a Timóteo. São pessoas que falam do amor de Deus; do respeito a todos os credos, da tolerâncias às diferenças, da aceitação e da inclusão de todos. Mas não vivem para Deus. Não o glorificam com sua vida, sendo obedientes à verdadeira mensagem de Jesus, exposta no Evangelho. Que escolhem partes do Evangelho para acreditar. Que o adapta a sua necessidade pessoal. Que mentem sobre a natureza de Deus e trocam sua verdade (o Evangelho) pela mentira (seu evangelho pessoal).

E pelo fato de terem abandonado a Deus para adorar e servir a seres e coisas criadas (paixões mundanas, sexo, bebida, poder, dinheiro, novela, futebol, lazer e entretenimento) o Senhor os entrega a paixões vergonhosas. "Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos dos seus corações, para a degradação dos seus corpos entre si". (Romanos 1:24). Aí o nosso amigo do evangelho alfaiate (aquele feito na medida do freguês) vem dizer que não adora e nem serve a essas paixões mundanas. Nós adoramos aquilo a que oferecemos o nosso tempo. Nós servimos aquilo em que investimentos a nossa vida (energia, tempo e inteligência). Cada um que examine o seu coração.

A ira de Deus é uma verdade bíblica para todos que menosprezam a abundante graça que o Senhor nos concedeu por meio de Jesus. Mais uma vez parafraseando Jonathan Edwards: "A ira de Deus é como grandes águas represadas que crescem mais e mais, aumentam de volume, até que encontram uma saída. Quanto mais tempo a correnteza for reprimida, mais rápido e forte será o seu fluxo ao ser liberada". Não vou nem citar a parte do texto de Romanos que fala do homossexualismo para não pensarem que é implicância ou perseguição. Esses "cristãos fakes" que não sabem nem em que acreditam costumam ver homofobia em qualquer referência bíblica à homossexualidade.

Mas concluo com o último versículo do capítulo 1 de Romanos. "Embora conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, não somente continuam a praticá-las, mas também aprovam aqueles que as praticam". (Romanos 1:32) Que o Espirito Santo trabalhe no entendimento de toda pessoa que ler essa postagem para que ela possa alcançar a essência dessa mensagem. E que todos possamos refletir sobre onde está o nosso tesouro. 
domingo, 25 de agosto de 2013
Posted by Fred Novaes

Avivamento ou êxtase?


Desde há muito, a palavra avivamento alcançou lugar de destaque no meio evangélico, como uma meta pretendida por muitas denominações inspiradas no reavivamento da rua Azusa, em Los Angeles, Califórnia, entre 1906 e 1915. Inspiração que fez muitos avançarem do pentecostalismo para um neopentecostalismo carregado de sinais, milagres, maravilhas, poderes e mistérios sobrenaturais.

Tudo por um avivamento. Vigílias, subidas no monte, orações de guerra, batalha espiritual, campanhas, jejuns, encontros com Deus, desafios ($$) proféticos e todo tipo de invencionices "ungidas" como toalinhas, tijolinhos e outros. Tudo por um avivamento. Ou seria tudo por uma sensação de êxtase espiritual? Por uma percepção sobrenatural que confirmasse a experimentação de algo do Senhor?

Trago essa reflexão depois de muito meditar sobre esse tema. Percebo nessa busca por avivamento algo de espírito do paganismo que insiste em permanecer em muitos crentes que não se conformam e nem se contentam com o Evangelho puro e simples. Que não sabem esperar o tempo de Deus, kairós, mas buscam um imediatismo arriscado para as respostas às suas angústias. Que esperam uma experiência sobrenatural, atribuída ao Espírito Santo. Exatamente como os pagãos sempre fizeram na busca pela divindade num estágio de percepção extrassensorial, muito além da mente em sua fase de normalidade.


Esse é o padrão do transe profético dos indígenas que inalam o paricá e alcançam visões de espíritos da natureza. Foram assim também os efeitos das inalações do vapor respirado por Pítia a sacerdotisa de Apolo do oráculo de Delfos ou e as experiências de possessão do culto de Dionisio e, por extensão, praticamente todas as religiões pagãs. Alguns hoje também apelam para o uso de enteógenos a fim de alcançar êxtases "divinais", como os xamãs e os adeptos da ayahuasca. Outros, como os muçulmanos adeptos do sufismo utilizam danças rituais (giros) para alcançar a percepção de Deus, como nos cultos afrodescendentes para a manifestação das chamadas entidades. Tudo pelo êxtase. Tudo por um avivamento.

Essa minha reflexão tem a ver com aquela antiga questão, muito difundida pelos pentecostais, sobre o chamado batismo com o Espírito Santo, que teria como prova pública o dom de falar em línguas. Nesta ênfase na busca por essa experiência sensorial com o divino, muitos mergulhavam, ou mergulham ainda, em jejuns, vigílias, encontros com Deus e outras iniciativas para alcançar, meio que na força, uma sensação sobrenatural no relacionamento com o Senhor. Em busca do êxtase e não de um avivamento genuíno. Até mesmo porque o dom de línguas atualmente está muito mais para a manifestação de um êxtase psicossomático, com o uso de expressões extáticas, do que algo vindo de Deus para um propósito particular. Onde está a mensagem? A edificação? Isso serve para a glória de Deus?

Não vou me estender muito nessa primeira postagem, mas volto para desdobrar o tema em outras abordagens. O importante é perceber que muito mais necessário do que sentir arrepios, tremeliques e outros fenômenos sensoriais atribuídos a uma pseudounção é compreender a regeneração que o Espírito Santo promove nos crentes genuínos por meio da manifestação do fruto do espírito em suas vidas. Amor, paz, alegria, paciência, bondade, amabilidade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. A consciência do pecado, da conversão genuína, que nos leva a viver uma vida de santidade, constrangidos pela graça e pelo amor de Jesus.


Fazendo uma analogia com uma pessoa obesa "de pecados". Não adianta apelar para lipoaspiração, redução do estômago ou outras técnicas imediatistas para alcançar o peso ideal (de santidade). O correto, recomendado pelos médicos (apóstolos e evangelistas comprometidos com o Reino), é a mudança na alimentação (palavra de Deus em lugar de novelas, por exemplo) e na qualidade de vida (exercitar a paciência e a fidelidade e rejeitar a impureza sexual) , um processo lento, mas consistente e com resultados bem mais duradores.

Espero ter conseguido, com a graça de Deus, expor a mensagem aos leitores. Para encerrar, uma palavra para reflexão: "Pois, enquanto estamos nesta casa, gememos e nos angustiamos, porque não queremos ser despidos, mas revestidos da nossa habitação celestial, para que aquilo que é mortal seja absorvido pela vida. Foi Deus que nos preparou para esse propósito, dando-nos o Espírito como garantia do que está por vir. Portanto, temos sempre confiança e sabemos que, enquanto estamos no corpo, estamos longe do Senhor. Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos".
(2 Coríntios 5:4-7)
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Posted by Fred Novaes

Por uma reforma na música cristã



Tenho enfatizado aqui neste espaço a questão da idolatria que tanto distorce o evangelho nesses nossos tempos. Dias em que os chamados evangélicos insistem em deixar o mundanismo tomar conta de muitas áreas em suas vidas. Esse enfoque à idolatria não é gratuito. Reflexo talvez do esvaziamento das escolas bíblicas dominicais e a prevalência de um evangelho com foco no homem e nas chamadas bênçãos materiais.

A chamada música gospel é talvez o produto de consumo evangélico que melhor reflita essa distorção com viés idólatra. Letras apelativas, com erros doutrinários gritantes, foco em vitórias, conquistas e autoajuda "mela cueca". Tudo isso coloca o músico cristão como uma das partes do corpo de Cristo mais vulneráveis aos ataques desse mundanismo. Muita gente sonhando em alcançar a fama como "artista" gospel. Aproveitando o oba-oba em torno do evangelho do entretenimento, comum em muitas denominações.

Para fugir disso, bom é ouvir o conselho de pessoas espirituais, com larga experiência nesse tema. O pastor e músico Daniel Souza tem lastro na música cristã e atualmente é um dos melhores exemplos para o grande número de jovens que sentem no coração possuir o dom para o ministério da música. Com oito CDs gravados, compositor de temas conhecidos no meio cristão, como a canção Corpo e Família, Daniel mantém a simplicidade de encarar a música como um ministério (para servir dentro de um contexto evangelístico ou de edificação).

Nesse dois vídeos que capturei do YouTube, Daniel traz lições preciosas para músicos que talvez não estejam percebendo o real foco das canções cristãs, vide o exemplo de Thalles Roberto, Diante do Trono, Trazendo a Arca, André Valadão e outros. Lições como a do anjo caído, Satanás, um adorador perdido em sua própria vaidade e talento. "Muito cuidado com você mesmo!!!", alerta Daniel, no vídeo. De fato, a percepção de que nós somos os nossos maiores inimigos precisa ser presente em todos os cristãos.

Outra lição interessante que extraí da fala do Daniel foi a ênfase na necessidade de o músico ou adorador estar debaixo de uma autoridade espiritual, congregando e participando de pequenos grupos e dentro de um constante processo de aprendizagem no Evangelho. O que mais se vê hoje é músico ungido a pastor, sem nenhum compromisso com suas ovelhas, que não congrega e pensa que os shows podem substituir os cultos. Cobrando altos cachês até para tocar em igreja. Músico de igreja recebendo salário e outras aberrações. Sem estudar a palavra e exercitar esse amor na convivência com outros irmãos na igreja. Muitas vezes fugindo até mesmo da pregação durante os cultos.



Que essas lições possam ser absorvidas pelos músicos que se intitulam cristãos. Que a vaidade possa ser deixada de lado e os músicos percebam que não devemos nos amoldar aos padrões deste mundo, mas sermos transformados pela renovação de nossa mente para experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. O primeiro vídeo foi gravado aqui em Manaus e tem 51 minutos, dentro do seminário Adoradores em Extinção. O segundo tem apenas 8 minutos e é trecho de uma palestra semelhante, com a mesma temática apresentada em Manaus. Esse vídeo foi postado pelo próprio Daniel com o título "Artista ou Adorador?".






sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Posted by Fred Novaes

Socorro em tempos terríveis


"Meu povo foi destruído por falta de conhecimento". (Oséias 4:6 NVI)
A afirmação é definitiva. Assim como foi no passado, está sendo no presente. Tantas heresias, dissensões, intrigas, escândalos...irmãos mais fracos na fé perecendo...a apostasia se espalhando nos arraiais cristãos. Confesso que fico triste em perceber a maldade e toda sorte de caráter mundano em muitos irmãos que se dizem cristãos. Ao ponto de me fazer refletir sobre até que ponto também sou contaminado pela soberba que toma conta de muitos irmãos nestes tempos.

A falta de conhecimento bíblico está diretamente associada à crise no evangelicalismo em todo o mundo. É gente deturpando o evangelho de um lado, levando muitos para o erro doutrinário, e do outro alguns com uma postura crítica tão carregada de mundanismo que fica difícil perceber a Cristo neste tipo de atitude. Com bem disse Berilo Neves: "a ironia é uma forma elegante de ser mau". É óbvio. Muitos que rasgam o verbo contra o erro doutrinário de grande parte dos evangélicos em nossos dias erram na mão ao utilizar-se da ironia e do humor-deboche, da linha de humoristas de baixa casta tipo Pânico ou Jackass.

É uma estratégia de marketing para atrair visualizações nesses dias em que a defesa do evangelho puro e simples não parece suficiente para muitos. É mais um método carnal para atrair pessoas carnais. Os cristão de nossos dias leem mais posts no facebook do que versículos na Bíblia. A maioria, pelo menos. Quando muito, leem postagem dos apologistas em centenas de blogs espalhados na blogosfera. Uma nova categoria de cristãos vem surgindo em nossas searas. Gente debochada, com muita opinião, mas pouca disposição ao serviço, principalmente quando ele passa longe dos holofotes.

É triste constatar o que já foi anunciado há tempos. Quem se surpreende com isso, precisa ler a Bíblia com mais atenção. Paulo já alertara Timóteo desses tempos terríveis. Com um exército de egoístas, presunçosos, soberbos, arrogantes, precipitados e blasfemos, até mesmo entre os cristão. "Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te". (2 Timóteo 3:5 ACF)

A saída, como bem disse Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, é permanecer naquilo que temos aprendido, sabendo de quem o aprendemos, firme na fé que há em Jesus. Isso tudo vai passar. Enquanto isso, exercitemos o fruto do espírito, notadamente o amor, a paz, a paciência, a mansidão e o domínio próprio. O que todos precisamos é mergulhar na fonte da água da vida, na palavra, espada do espírito e aprender naquilo que Jesus deixou para nós: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça". (2 Timóteo 3:16 NVI)
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Posted by Fred Novaes

Bomba contra idolatria: faça guerra!!!!


Fui inspirado a escrever essa postagem depois de ouvir a ministração do Rodolfo durante uma apresentação de sua banda na Lagoinha que foi transmitido ao vivo pela internet dentro do programa Super Gospel. Ele deu um chute nos olhos dessa idolatria gospel que avança em nossos arraiais. Um tema que também venho desenvolvendo aqui neste espaço em repetidas postagens, mas que sempre merece ser desdobrado em novas abordagens diante do adoecimento do evangelicalismo brasileiro que se perde na vã adoração a estrelas do mundo gospel.   


Rodolfo foi enfático. Levantou um clamor pelo fim da cultura gospel, dos artistas gospel, do mercado gospel, dos fãs gospel. Incentivou os ouvintes a pedir perdão por tomar a glória do único digno de adoração nessa idolatria desenfreada que se dissemina como um câncer entre os chamados evangélicos. Conclamou os irmãos a fazer guerra contra a cultura idólatra dentro da igreja. A implantar uma bomba em todo altar que se apresenta como levantado para Deus, mas em verdade honra a mamon, a baal ou algum outro ídolo gospel. Quem bom que ele teve coragem de dizer isso na seara dos Valadão que tanto vêm contribuindo para essa vergonha gospel que se espalha pelo país. 

O discurso do camarada Rodolfo apoiado na ilustração que inclui guerra e bomba é na medida para esses tempos em que vivemos. Lembrou o conhecido texto do John Piper "Faça Guerra" que nos alerta para a necessidade de estarmos literalmente armados contra o pecado. Uma ilustração inspirada nas armaduras de Deus do apóstolo Paulo. Essa é a postura correta do cristão diante do pecado. Como um soldado na trincheira preparado para atacar e se defender. Sem trégua para os profanadores que se multiplicam como parasitas num ambiente hostil. Bomba neles!!!! 

Temos de ser determinados para enfatizar a necessidade de volta ao simples evangelho da cruz, da palavra, da meditação bíblica, da pregação expositiva e do ensino, lembrando que todos devemos ser embaixadores de Cristo. Por isso suplicamos a todos para que reconciliem-se com Deus. É o próprio Senhor que faz esse apelo por nosso intermédio. Por nós os, bebês no evangelho, como o Malafaia se referiu aos novos blogueiros cristãos. 

Um bom caminho é parar de viver em torno dos artistas gospel, incluindo cantores e pregadores que cobram (mesmo que indiretamente) um grande cachê para levar a "benção" aos irmãos (ou seria maldição?). As igrejas e os chamados grupos de louvor precisam dar um basta e parar de enfatizar os grandes artistas, as novas músicas, a nova unção e todas essas viagens que pipocam a todo tempo. Devem voltar para as canções genuinamente inspiradas e que se alinham com o verdadeiro evangelho, colocando o louvor no lugar coadjuvante em relação à palavra. 

Parem de cantar e cobrar "de volta o que é meu"...de cantar "vitória com sabor de mel"...de "trazer a arca" para alcançar a glória ou sacrifício para obter o fogo...de clamar pelo fogo consumidor...de colocar decretos na boca de Deus em meu (seu) favor...de anunciar a entrada do varão de branco...de brigar com anjos...de esperar promessas arquivadas....chega!!!!!!!!!!! Cantemos as escrituras. Menos vaidade, por favor. 

Parem de adorar os artistas e voltemos aos clássicos do cancioneiro cristão; de um tempo em que esse evangelho antropocêntrico não existia ou não era tão enfatizado. Em que o louvor servia em primeiro lugar para glorificar a Deus, depois edificar a igreja e, assim, evangelizar com sabedoria. Essa deturpação no universo gospel é fruto de líderes que focam em propósitos distintos da vontade de Deus, geralmente em vitórias pessoais e bênçãos materiais. Essas músicas estão contaminadas por essa distorção do evangelho e refletem toda essa adoração equivocada. 

Finalizo com um versículo bomba, inspirado na ministração do Rodolfo: "Como cooperadores de Deus, insistimos com vocês para não receberem em vão a graça de Deus". (2 Coríntios 6:1) Lembrando que o dicionário nos ensina que vaidade é característica daquilo que é vão; que não possui conteúdo. Que o Senhor tenha misericórdia dos que ainda carecem de um bom pastor. Abaixo o vídeo do Rodolfo: 


segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Posted by Fred Novaes

Rosa de Saron e o universalismo


Me deparei com esse vídeo da banda Rosa de Saron e me assustei com a defesa de fé do vocalista da banda. Lembrei das heresias do Thalles e me veio à mente o mal que os líderes cristãos vem fazendo com os músicos alçados à categoria de estrelas do culto, sem compromisso com a palavra, mas mesmo assim ainda responsáveis pelo louvor. O cidadão diz que a Rosa de Saron é uma banda católica, mas não são como os "bitolados" que acham que apenas os católicos serão salvos. "E vc pensa numa China que tem mais de um bilhão de chineses que não são cristãos. E vai todo mundo para o inferno?", indaga o artista para o sorriso cúmplice da Fátima Bernardes e de outros atores da Globo. Veja o vídeo abaixo:



Como se não bastasse, o padre Fábio de Mello ainda concorda com o rapaz. "E pessoas fazendo o bem, tentando acertar na vida", sapecou o Fábio Jr, ops, de Mello. Universalismo na veia. Típico de quem nunca leu a Bíblia. Me amparo no capítulo 3 da Carta aos Romanos: "Como está escrito:Não há um justo, nem um sequer.Não há ninguém que entenda;Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis.Não há quem faça o bem, não há nem um só". (Romanos 3:10-12). Não há vigário que possa relativizar essa verdade.

Nem vou me estender muito nessa reflexão diante de tamanha atrocidade defendida neste programa da Globo. Lamento pelas pessoas induzidas ao erro por conta de tamanha ignorância em relação ao evangelho. Por isso que eu radicalizo logo. Não tenho medo do politicamente incorreto. A verdade é irrefutável e não dá para agradar o mundo. Essas pessoas não querem ser constrangidas a mudar pela verdade e querem um modelo de evangelho adequado ao seu padrão mundano de comportamento.
Quanto aos chineses que não aceitam Jesus como Senhor de suas vidas, a palavra diz que não há desculpa para nenhum homem desconhecer que Cristo é o caminho, a verdade e a vida e que ninguém vai ao Pai, se não for por ele.

Que a misericórdia do Senhor possa ser alcançada pelas pessoas enganadas nos ventos de doutrina que se espalham pelo mundo e fomentam a apostasia. Finalizo com a leitura definitiva da condição humana sem a graça e a regeneração do Senhor exposta pelo apóstolo Paulo ao analisar os judeus de sua época: "Suas gargantas são um túmulo aberto; com suas línguas enganam". "Veneno de serpentes está em seus lábios". (Romanos 3:13) 
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Posted by Fred Novaes

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