Onde andam os constrangidos?



Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”.
(2 Coríntios 5:14-15)

A palavra poderosa expressa na segunda carta do apóstolo Paulo aos coríntios mostra o sentimento que constrange todo aquele transformado pelo Espírito Santo a partir da crença em Jesus. O amor de Cristo nos constrange porque vivemos num mundo mergulhado no maligno. Isso não é um arroubo evangélico nem um exagero plantado por um apontado fanatismo religioso. As pessoas são naturalmente egoístas, cobiçosas, invejosas e descrentes. Isso é uma verdade incontestável que nem as exceções abrem margem à regra.

Faço essa introdução para expor aos amigos um sentimento que deveria atormentar ou encher de prazer todo aquele impactado pelo amor de Cristo. Refiro-me ao fato de não mais viver para si, mas para aquele que por nós morreu e ressuscitou, nos deixando a promessa de uma vida eterna com Ele. Essa reflexão precisa estar no centro do cristianismo vivenciado por todos que professam a fé cristã. Será que vivemos por Ele e para Ele, deixando nosso egoísmo natural para viver testemunhando a glória que nEle está?

Neste sentido, volto a questionar os mercadores de prosperidade no meio evangélico. Será que a prosperidade material dos cristãos serve à glória de Deus? Será que o desejo do coração deles é tão altruísta a ponto de receber o selo do mestre que se deu por todos se colocando em nosso lugar? Essa reflexão é um ponto crucial para que muitos entendam o que é ser cristão. 

Ser cristão é esperar ser abençoado por Deus e por isso receber muitas “bênçãos” materiais? Tenho a firme convicção que é bem mais do que é isso. Resta a cada um buscar sinceramente em Deus sua vontade para nossa vida. O melhor caminho é ler mais a Bíblia e deixar de ser influenciado pelos modismos evangélicos. Finalizo com outra reflexão bíblica:   

Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão, aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância”. (Tito 1:10-11)