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O travesti adorador

Essa onda inclusiva, herdeira direta do politicamente correto, precisa ser vista com muito zelo pelas igrejas cristãs. Tudo nas igrejas tem de obedecer a um propósito, regido pela vontade soberana de Deus, com ordem e decência, para edificação e evangelismo. As coisas não devem ser feitas simplesmente porque o mundo clama por isso e muito menos para agradar as pessoas carnais que ainda questionam o Evangelho.

Vi hoje o vídeo de um(a) travesti cantando em uma igreja. Dezenas de comentários de apoio. Fui ver o vídeo e logo o susto: o travesti estava com roupa coladíssima; havia uma arca da aliança "fake" em cima da mesa e, ao lado, uma armação de madeira, coberta com papel dourado, como se fosse um corredor onde se podia ver o que aparentemente seriam notas de dinheiro (simbólicas) coladas. Estranho e bizarro.

Mas enfim, o que mais me chamou a atenção foram os comentários das pessoas defendendo a "oportunidade" dada ao travesti. Esse tipo de argumento mostra, a meu ver, mais um desvio de foco das igrejas que investem em testemunhos, louvores e oferecem a palavra a pessoas despreparadas que logo se tornam obreiras e depois pastores, sem a menor base bíblica para a defesa do verdadeiro evangelho.

Falo isso não com espírito de segregação ou preconceito contra o rapaz que vive publicamente o seu conflito de gênero. O corpo de Cristo deve receber essas pessoas como elas estão. Oferecer a palavra, o amor, o apoio, a amizade e todas as boas obras que somos capacitados pelo Espírito Santo. Mas antes de querer cantar, elas precisam mostrar que estão dispostas a ouvir. Qualquer pessoa que chega na igreja e se oferece para um ministério, como o louvor, deveria ser convidado a servir em outros ministérios, como de limpeza e outros semelhantes para mostrar a real intenção de servir e não ser servido.  

A verdade é que muitos querem muito um espaço para falar, para cantar, pregar ou dar testemunho, mas não percebem o "ministério" de "ouvir e aprender como um verdadeiro cristão". Um servo que chega cedo no culto, é simpático e acolhedor com os outros irmão, zela pela limpeza e outras necessidades da igreja e dos demais servos do Senhor. Que não se levanta durante a pregação e cuida para que as crianças não atrapalhem o entendimento das demais pessoas que precisam ouvir a palavra. Que não se coloca como pedra de tropeço para ninguém e se dispõe a qualquer tipo de serviço que congregação necessitar, como vigilância dos carros, ajuda com as crianças e outros.

O convertido deve pleitear os holofotes da igreja somente depois de ser regenerado o suficiente para entender a sua vida cristã como um serviço ou ministério, sendo um simples servo de Cristo para fazer com dignidade tudo o que lhe for solicitado. Não aquilo que ele acha que tem dom para fazer. A igreja não é palco para a expressão de dons artísticos ou outros tipos de vaidades humanas. Tudo deve ser feito para a glória de Deus, a edificação e o evangelismo. A igreja do Senhor não é um circo e nem um palco.